O que podemos aprender com Divertida Mente!

O texto contém spoiler, indico assistir o filme e depois vir aqui para refletirmos juntas sobre o que você aprendeu com o filme. Deixe nos comentários, as lições que você aprendeu em “Divertida Mente”.

 

O filme “Divertida Mente” definitivamente não é um filme para crianças.
“Divertida Mente” conta a história de Riley, uma menina de 11 anos que vivia feliz em sua cidade Natal, Minesotta, onde tinha tudo: um ótimo relacionamento com a família, amiga de longa e paixão pelo hockey. Porém, um dia tudo muda, sua família decide se mudar para São Francisco e ela se vê em conflito com todos os sentimentos.

“Divertida Mente” mostra os sentimentos de Riley, são eles, medo, alegria, tristeza, nojinho e raiva e como eles se relacionam entre si.

Em seu primeiro dia de aula, Riley é convidada a se apresentar a sala e está contando sobre sua cidade Natal, quando de repente a tristeza toca em suas memórias e ela começa a ficar triste, percebendo isso, os sentimentos, principalmente a alegria repreendem a tristeza por ela ter tocado na memória.

Riley então chora na frente de todo mundo da sala. Nisso, há uma confusão nos sentimentos e a alegria e a tristeza acabam saindo da sala de comando que é onde os sentimentos guiam Riley e se perdem nas memórias de longo prazo e isso faz com que Riley fique sem demonstrar seus sentimentos.

A partir daí começa a jornada do herói em que a alegria e a tristeza tentam voltar para a sala de comando, no começo, a alegria é tipo uma coach para a tristeza e para todos, pois ela quer alegrar a todos e sempre ver o lado positivo, mas no decorrer do filme, percebemos o quanto a tristeza é importante para que possamos perceber nossos problemas e saber como enfrentá-los.

Muitas vezes, nos sentimos fracas e ficamos sem graça em chorar, mas temos que mudar esse pensamento e saber que chorar é normal, faz bem. Às vezes, o choro nos é mostrado como sinal de que a pessoa é menor e menos qualificada, mas na verdade, o choro nos ajuda a tirar o que temos no nosso coração, precisamos aceitar que a sensibilidade não é ruim, é um sinal.

E isso, é nítido no filme:

“Chorar faz eu me acalme e faz eu suportar o peso dos meus problemas”.
Tristeza

“Divertida Mente” fala da importância de respeitarmos os momentos que passamos na nossa vida, sejam eles tristes ou felizes e que ser positiva, nem sempre resolve, pois muitas vezes, a alegria faz com que a gente não queira enxergar certas coisas, pois é doloroso.

Precisamos reconhecer nossos sentimentos e entender que cada sentimento tem um porquê de existir e um momento certo para “aparecer”, o filme é maravilhoso, pois fala de maneira resumida de inteligência emocional e o de quanto ela é importante.

Outra coisa bem profunda que o filme nos traz é a nossa perda da imaginação durante o decorrer da nossa vida por conta das coisas externas e os traumas que vão acontecendo.

Riley na infância tem um amigo imaginário que se chama Bim Bong e que participa de muitas de suas brincadeiras, porém com o passar do tempo, Riley foi esquecendo dele e ele foi sendo deixado de lado.
No filme, Bim Bong ajuda a alegria e a tristeza a chegarem na sala de comando, mas no caminho, ele acaba ficando no lixo das memórias e seu último pedido é que a alegria leve a Riley para lua para ele.

É uma cena muito emocionante e que mostra o quanto às vezes nos distanciamos de quem éramos quando crianças, dos nossos próprios sonhos e dessa coragem que temos quando crianças e que não devemos esquecer disso quando grandes e não esquecermos nunca do quanto somos capazes.

No filme, há também as ilhas de aspecto de personalidade que são a humildade, família, hockey e amizade que são basicamente os valores mais profundos de Riley e quando os sentimentos como a raiva, o medo e o nojo tomam conta, esses valores vão sendo destruídos.

Por último, algo que temos que refletir também com “Divertida Mente” é a importância de ouvir a outra pessoa em seus momentos, ouvir e não querer toda hora que ela fique feliz, pois às vezes, como falei anteriormente, a tristeza é necessária para aquele momento e isso é algo que temos que levar muito para nossos processos, pois a escuta é a base do nosso trabalho.

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