O que você pode aprender com o documentário Humano!

O documentário “Humano” que está disponível no Netflix mostra exatamente o que propõe: uma viagem pela vida.

“Humano” fala sobre humanidade e mostra depoimentos de várias pessoas ao redor do mundo e entre os depoimentos, mostra imagens lindas de várias realidades, muito diferentes das nossas.

A fotografia do filme é maravilhosa, a mensagem com uma profundidade sem igual, mas achei ele um pouco cansativo, então me permiti assistir aos poucos.

Nesse texto, eu irei deixar as primeiras reflexões que tirei desse documentário e caso, você tenha assistido, conte sua experiência também.

– Por que reclamamos tanto?

Depois de assistir o documentário, mandei na lista de transmissão do Desperta, Mulher (Se quiser participar, clique aqui.) uma reflexão sobre o quanto deixamos a gratidão por coisas simples de lado.

O quanto estamos sempre reclamando de barriga cheia (literalmente!).

A questão da fome sempre foi uma questão que mexeu muito comigo, pois parece uma coisa tão distante da minha própria realidade, mas que é tão presente no dia-a-dia de muitas pessoas do mundo todo.

Em “Humano”, vemos depoimentos de diversas pessoas que são gratas por coisas que para nós são simples e que não percebemos, por exemplo, ter um grão de arroz, ter luz de fácil acesso, poder tomar banho a hora que quisermos.

Isso para eles era motivo de felicidade, mas e para você? É?

O quanto você está deixando de ser feliz para almejar algo futuro, algo que você ainda não tem?

Esperamos para ser felizes quando tivermos algo, quando sermos algo e enquanto isso a vida passa.

Gostaria que você refletisse:

“O que é felicidade para você?”

Você tem sido feliz?

– Como podemos estar tão longe uns dos outros?

O documentário aborda os assuntos de maneira simples, sem muitos efeitos especiais, é somente a pessoa olhando para câmera e se permitir ser vulnerável.

Permitindo contar sua dor para todos que estão assistindo.

No coaching, olhamos nossos coachees nos olhos para que possamos ter mais conexão e assistindo o documentário eu consegui sentir essa conexão.

Olhando aquelas pessoas que estavam tão vulneráveis, que estavam sendo tão sinceras, me conectei verdadeiramente à dor delas, senti empatia quando precisava sentir e senti amor.

E tendo todas essas emoções, me perguntei:

Como podemos estar tão longe uns dos outros?

Lidamos com pessoas diariamente, mas o quanto de nós tem aparecido para essas pessoas, o quanto temos nos conectado com essas pessoas verdadeiramente?

Não só como uma forma de esperar algo e sim de presença, com uma escuta ativa, com amor. Procurando entender o que se passa com ela, não querendo somente responder.
A Carolina Nalon do Instituto Tiê fala bastante sobre empatia e o quanto estamos sendo espaço para as pessoas, ou seja, o quanto estamos deixando as pessoas falarem, o quanto estamos permitindo que essas pessoas sejam elas mesmas.

Estou dando valor para as pessoas que tenho na vida?

O quanto me permito ser vulnerável para o outro?

O quanto estou 100% presente quando converso com alguém?

EU acredito verdadeiramente que viemos ao mundo para nos conectarmos, trocarmos experiências e nos ajudar com nossas próprias evoluções.

Quando fechamos os olhos para o outro, é nossa humanidade que morre um pouquinho.

Estamos tão preocupados em ter, em ser, que mesmo acreditando no “amor ao próximo”, no “fazer o bem”, não atuamos ativamente dessa forma. Vivemos sem tempo, sem disposição. Cansados de correr atrás do pote de ouro que nunca chega.

Olhe a outra pessoa no olho, converse sem ficar buscando na sua cabeça uma resposta “certa”.
Estenda a mão para alguém que precise e não precisa ser com dinheiro, muitas vezes, se você mostrou que sabe que ela está ali, ela já vai ser grata.

Precisamos resgatar nossa humanidade, enquanto é tempo!

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