O que são crenças limitantes?

Você já questionou sobre as coisas que você acredita e se elas te impulsionam ou paralisam?


É comum vermos pessoas dizendo frases regadas de crenças e essas frases nos chocam, outras vezes nos fazem concordar, mas questionamos quando concordamos ou só repetimos?

Quando somos crianças ainda não temos o nosso lado racional formado, por isso muitas coisas que vemos e ouvimos podem gerar crenças em nós e a partir delas, formamos nossa visão de mundo.

Por exemplo, uma criança que foi abandonada pelos pais, pode criar a crença de que não merece ser amada ou quando ela chora, os pais a acolhem dando presentes caros, ela pode criar a crença de que o dinheiro pode comprar outras pessoas.

Usei exemplos drásticos, mas podem ser coisas “pequenas” como uma criança ser esquecida na escola ou o fato de a criança chorar e não ser acolhida.
Mínimas coisas podem ser internalizadas e crenças serem criadas.

A ideia no geral é que algo acontece e que alguma necessidade básica daquela criança não é atendida e uma crença se cria.

Essas crenças são chamadas crenças limitantes.

As crenças não são formadas apenas na infância, mas nesse estágio, a criança está mais propensa a elas.
As crenças criadas na infância são em geral mais difíceis de serem curadas.

Pois o cérebro como forma de proteção, muitas vezes, faz questão de deixar num lugarzinho escondido para que a gente não lembre, mas as emoções por conta dela continuam a vir à tona.

Depois que vamos crescendo, somos tomadas por todo tipo de informação, lidamos com crenças de outras pessoas, crenças culturais e inevitavelmente, algumas delas nos pegam.

Exemplos de Crenças Limitantes:

  • Dinheiro não nasce em árvore.
  • Homem é tudo igual.
  • Eu sou assim e não vou mudar.
  • Dinheiro traz o pior das pessoas.
  • Repare que todas essas frases trazem ideias que nos limitam e nos trazem um sentimento de escassez, assim são as crenças limitantes.

  • Quais são seus significados?
  • Já falei aqui, que nós, coaches, achamos muito importante a reflexão em cima dos significados de cada coisa.
    Pois através dos significados, podemos entender o que realmente pensamos sobre cada coisa, por exemplo:

    Como identificar crenças limitantes?

    O que é família para você?
    O que é dinheiro para você?
    O que significa se relacionar?

    Faça essas perguntas para você mesma e coloque tudo no papel.
    Fazendo isso, você pode tomar consciência de coisas que não sabia que acreditava ou às vezes, que até sabia, mas nunca falou em voz alta.
    E com esse exercício, você pode descobrir algumas das suas crenças limitantes.

  • O que você repete?
    Outra forma de identificar também é perceber quais frases você repete em seu dia-a-dia.
    Anote-as e veja se não são crenças limitantes que te rodeiam e você nunca deu a devida atenção a elas.
    Muitas coisas que repetimos são voltadas a nós mesmas, o que também é limitante, por exemplo:

    Eu não consigo.

    Eu não tenho dinheiro.

    Eu sou péssima com crianças.

  • Repare nas crenças das pessoas ao seu redor
  • Isso deu muito certo comigo, pois minha família tem algumas crenças relacionadas a dinheiro e que sempre são repetidas, então foi particularmente fácil de identificar.

    Fique atenta com o que as pessoas ao seu redor falam e se questione se essa crença também faz sentido para você e te limita de alguma forma.
    No meu caso, eu consegui identificar várias crenças da minha família, mas que não fazia mais sentido para mim, mas ajudou muito que eu percebesse e fizesse esse exercício de identificação.
    Achou alguma crença? Anote todas!

    Como nos livrar das crenças limitantes?

  • Entender o porquê
    Você lembra o porquê de você ter essa crença ou ela é tão profunda que você nem sabe mais o motivo, só repete?
    Essa crença pode ter feito sentido em algum momento da sua vida, mas hoje ela faz?
    Faz sentido você acreditar nisso?
    Ela te impulsiona?
    Ela te ajuda a viver a vida que você merece ou ela te atrapalha?

  • Entender e questionar sobre a crença é importante para que você entenda a necessidade de mudá-la e de fazer com que ela não faça mais parte da sua vida.
    E também é importante fazer esse exercício para levarmos ela para o grau da racionalidade e tirar um pouco da emoção.

  • Substituir a crença limitante por uma impulsionadora
    Existem coisas que acreditamos que nos limitam, mas também tem as que nos impulsionam.
    A ideia desse passo é você pegar todas as suas crenças limitantes que você identificou anteriormente e colocar elas de uma forma positiva.
    Por exemplo:

    Eu não mereço ser amada PARA Eu mereço ser amada

    Eu sou assim e ninguém vai me mudar PARA Eu sou assim, mas estou em constante evolução.

    Eu vou gastar com tal coisa, pois eu mereço PARA Eu mereço tanto que posso investir para conquistar minha independência financeira.(Essa eu fiz, por conta de uma necessidade minha e deu certo).

    Não tem uma regra certa para fazer a frase, mas a ideia é que você monte frases que você SINTA que fazem sentido para você, que ela te renova ao invés de te deixar para baixo.

    Mas na hora de fazer, exclua o “não”, “talvez”, “se”. Deixe-a o mais positivo possível. Quando você tem dificuldade de fazer alguma frase, pois você acha que vai ser algo muito falso, talvez a crença esteja muito enraizada, então invés de transformar ela numa frase positiva, você pode ir transformando aos poucos.

    E utilizar as seguintes frases: “Eu quero … “, “Eu decido … ” e “Eu estou disposto a …”, frases como essa te trazem mais próximas da realidade e você pode ir sentindo a resistência diminuir.
  • Tornar hábito
  • Não adianta você ressignificar suas crenças no papel e continuar repetindo seus hábitos, na vida.
    Depois de você ter identificado suas crenças, entendido elas melhor e ressignificado.

    Agora você precisa ir criando o hábito de parar de repetir a que te limita e ir falando a que você criou, até que o cérebro entenda (e ele pode ser bastante teimoso, viu?!).

    Quando criei a crença do “Eu mereço tanto que posso investir para conquistar minha independência financeira”, eu ficava repetindo, todas as vezes que eu queria gastar com alguma bobagem.

    Não vou falar que a crença nunca mais vem para me “assombrar”, mas hoje estou bem mais consciente dela, por isso percebo quando ela se manifesta.

Existem diversas formas de eliminar crenças limitantes, essa foi a minha e eu acredito nesse processo de mais fluidez e principalmente, de muita observação com nossos próprios pensamentos e atitudes.

E aí gostaram? Qual sua crença limitante? Conta aí!

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