O que podemos aprender com Anne with an E?

Anne with an E tem feito um sucesso no Netflix e já foi renovada, a série é inspirada no livro Anne em Green Gables de Lucy Maud Montgomery (1908).

Anne (Amybeth MucNulty) é uma menina romântica com uma criatividade sem igual, o que faz dela uma questionadora, questiona sobre sua vida e sobre as escolhas da sociedade da época.

Ela é adotada por engano pelos irmãos Marilia Cuthbert (Geraldine James) e Matthew Cuthbert (R.H.Thomson), eles agem como seus coaches questionando, mas ao mesmo tempo apoiando em suas escolhas e entendendo que ela precisa viver suas próprias experiências de vida para que ela possa ser mais feliz, ter uma vida mais plena e entendendo sua própria evolução.

Anne with na E é uma série de época e nos leva a uma realidade muito diferente da que vivemos hoje e é bem interessante ver como se constrói o papel das mulheres no decorrer da série.

Algumas tentando conquistar seus espaços mesmo num período com tanta desigualdade e preconceitos, outras vivendo para seus filhos e maridos, pois esse era o papel que elas “deveriam” desempenhar segundo a sociedade e a cultura da época.

A série questiona sobre várias coisas importantes como bullying, feminismo, mas ela fala principalmente sobre amor e como perdemos a noção de algumas coisas quando nos tornamos adultos, coisas essas que são tão importantes, como por exemplo, estar no momento presente, empatia e imaginação.

 

Momento Presente

Anne apesar de ser uma menina criativa e que vive imaginando coisas, ela só consegue imaginá-las por dar valor ao momento presente, logo no começo da série, quando ela visita Avonlea pela primeira vez, ela fala do quanto tudo é lindo, da natureza, do lago e essas coisas só reparamos se estamos conectadas com o presente.

 

Empatia

Por estar sempre no momento presente, atenta a tudo que acontece ao seu redor, sua empatia é uma das coisas que é nítida em cada episódio da série.

Se colocar no lugar do outro é uma das coisas que ela faz que nos arrancam suspiros e nos faz voltar à infância, onde tínhamos aquela pureza tão maravilhosa e tão necessária em todos os tempos.

Nos faz questionar o porquê perdemos essa capacidade? Estamos tão concentradas em nós mesmas, nos nossos problemas, que muitas vezes esquecemos que tem um mundo ao nosso redor.

Anne nos traz esse amor e empatia como dificilmente você verá em outro personagem, pois ela tem a pureza e o questionamento tão comum em uma criança.

Uma coisa que me marcou foi à maneira que o feminismo é abordado, ele não é abordado como “feminismo”, mas Anne com sua empatia, sua sinceridade questiona às pessoas porque as coisas são como são e ninguém sabe responder suas perguntas, justamente porque não são questionadas por ninguém.

Essas coisas me chamaram a atenção, pois ela trata de uma maneira muito leve, algo que se questionado pode ter mudanças enorme.

 

Imaginação

O quanto você deixou sua criatividade ficar na infância? O quanto paramos nossas crianças? As limitando de imaginar, de viver suas artes e do que sente vontade de fazer.

Essas perguntas me passaram pela cabeça diversas vezes, pois Anne traz essa criatividade a tona por diversos momentos é uma característica clara dela e ela nos faz sonhar também, talvez seja esse um dos motivos que a serie tem feito tanto sucesso, ela é uma forma de nos fazer suspirar e voltar a um tempo de que tudo era possível..Viajei? Acredito que nem tanto.

Quando ficamos adultos, vivemos muito para a racionalidade como se a natureza fosse essa racionalidade toda, o que acontece é que não é e com isso nos sentimos cada vez mais desintegrados com nossa própria natureza, pois se de um lado tentamos racionalizar, pois “precisamos” de provas e motivos para tudo, do outro tem nossas emoções na qual se não darmos atenção, vivem descontroladas querendo atenção.

É engraçado como para controlar nossas emoções, precisamos entender nosso lado racional e de certa forma, precisamos da nossa racionalidade para saber lidar com nossas emoções.

Repare como as pessoas mais racionais que acha que o mundo é linear, não tem controle emocional sobre si mesmas, é o caso, por exemplo, do personagem Billy Andrews (Christian Martyn), ele implica por diversas vezes com Anne e com outros alunos e sente a necessidade de destruir tudo o que é dos outros.

Ele olha e briga com todos porque não consegue olhar para si mesmo e entender o que se passa dentro de si, pois é assim que estamos acostumados a viver no automático, olhando para fora ao invés de nos olharmos.

 

Assistir “Anne with an E” é descobrir dentro de cada personagem um mundo diferente, cada um com suas alegrias, dores e resumidamente, sua importância.

“Anne With An E” é apaixonante e te arrancará suspiros e talvez muitas lágrimas, é uma serie que te fará questionar sobre tudo, sobre sua própria essência, sobre você mesma de diversas formas que você nem pode imaginar.

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